Apenas 56% dos brasileiros já ouviram falar sobre o que é Trombose Venosa Profunda – (TVP ou Trombo Embolismo Venoso) e somente metade destes sabem quais são os sintomas.
De uma hora para outra sua perna começou a latejar ou ficar roxa em alguma região? Ou ainda, as “panturrilhas” ou batatas da perna começaram a ficar endurecidas? Cuidado: se você apresenta um desses sintomas, é possível que esteja sofrendo de trombose. A Trombose Venosa Profunda “TVP” é a presença de um coágulo dentro de uma veia e geralmente promove dor, inchaço e vermelhidão nas pernas. Às vezes ela é assintomática e por isso é tão importante ficarmos atentos aos fatores de risco. Em 90% dos casos ela ocorre nas pernas.
O grande problema deste coágulo é que ele pode viajar pelo corpo, passar pelo coração e alojar- se no pulmão, causando um infarto pulmonar, ou seja, TEP (Trombo Embolismo Pulmonar). Cerca de 150.000 pessoas desenvolvem todo ano TEP no Brasil, destes 22% dos casos são fatais.
O curioso é que apesar desta doença ser grave, apenas 56% dos brasileiros já ouviram falar sobre trombose e somente metade deste grupo sabe definir quais são os sintomas. E justamente conhecer os riscos e sintomas são fundamentais para um diagnóstico precoce e um tratamento mais efetivo para evitar um desfecho fatal da doença. Os sintomas da Trombose são diversos. Dependem do local onde o coágulo se formou e de como ele iniciou esta formação. Em 90% das vezes, a pessoa com TVP desenvolve sintomas unilaterais, isto é, os incômodos aparecem somente em uma das pernas, sendo o edema, ou inchaço, o mais comum. Já os sintomas da Embolia Pulmonar vão depender do tamanho deste coágulo e da extensão acometida do pulmão. O paciente pode desenvolver desde cansaço de início recente, súbito, até falta de ar que impossibilita as pequenas atividades diárias como amarrar um sapato, escovar os dentes, etc. Outros sintomas além da dispneia “falta de ar” são: tosse seca ou com presença de sangue, dor torácica e coração disparado, a “taquicardia”.
Existem pessoas que pertencem a grupos de risco e por isso têm chance maior de desenvolver a doença. São as pessoas obesas, com histórico familiar, fumantes ou com alguma doença específica como câncer e trombofilia. Devem ficar bastante alertas também as mulheres que usam anticoncepcionais, seja pílula ou DIU / Mirena.
Trombose X Anticoncepcional
O uso de anticoncepcional, por si só, já provoca um risco aumentado, especialmente as pílulas novas que combinam dois hormônios. Mulheres que utilizam o anticoncepcional devem ficar atentas à algumas condições quando for realizar cirurgia. Avise o seu médico, ele provavelmente suspenderá o uso 30 dias antes. Se for fazer viagens prolongadas, deve-se usar meia elástica e se tiver outros fatores associados como obesidade, histórico familiar e tabagismo talvez seja necessário até usar medicamento. Mulheres acima do peso ou com histórico familiar de trombose também devem avaliar outros métodos de contracepção para diminuir a associação de fatores de risco.
Trombose X Síndrome do Viajante
Um caso curioso que pode provocar trombose é o chamado Síndrome do viajante, ou “síndrome da classe econômica”. Esta condição também aumenta o risco de trombose. Os assentos cada vez mais apertados restringem os movimentos do passageiro e altitude também age contra a circulação. Como prevenir neste caso? Use meias elásticas e levante a cada uma hora ou a cada duas horas – faça alongamento e ande pelo avião. Importante também hidratar-se em grande quantidade e eventualmente usar medicamentos. Lembrando que apesar de ser chamada síndrome da classe economica estas dicas valem para todas as viagens prolongadas, seja de carro ou de ônibus.