Veias Faciais podem ser tratadas de diversas formas com procedimentos estéticos e cirúrgicos.

Veias faciais não desejáveis são muito comuns em homens e mulheres. Podem variar desde capilares finos superficiais até veias saltadas subdérmicas. Muitas vezes existe a necessidade de associar métodos para atingir melhores resultados. Porém antes de começar qualquer tratamento, é necessário uma avaliação para reconhecer se existe algum sinal de um problema mais complexo. Importante lembrar que o sistema venoso é uma rede de pequenas veias drenando para veias maiores, desde finos capilares, para pequenas veias sem nome que vão para veias maiores como veia temporal, facial, jugular até direção do coração, porém existe também uma rede que drena para o cérebro. Basicamente, classifica-se veias faciais pelo tamanho, profundidade e região situada.
Tamanho e Profundidade
Teleangiectasias (aranhas ou vasinhos)
São vasos muito finos superficiais, se vermelhas ou rosadas podem ser artérias com conteúdo maior de oxigênio e fluxo rápido, se forem azuis ou roxas, rede de veias com menos oxigênio e fluxo mais lento.
Veias reticulares
São veias vistas como linhas verdes mas sem estarem saltadas. São parecidas com as mesmas da perna. Por elas estarem na camada reticular são muito boas para o tratamento com laser.
Veias subdérmicas
Quando são veias grandes e profundas, aprecem como veias varicosas, saltadas. Apesar de não serem como nas pernas, elas se tornam visíveis. Geralmente se tornam mais aparentes com certas manobras como sorrisos, falas, esforço ou inclinando para frente.

Posição anatômica
Como observado anteriormente, existem certas áreas do rosto que estão associadas a determinados tipos de veias que os pacientes querem remover.
Bochecha, queixo e nariz.
A maioria dos pacientes que apresentam veias faciais apresentam veias nessas áreas e por isso os praticantes de estética ficarão mais confortáveis com esses pacientes. As veias nessas áreas tendem a ser telangiectasia. Eles geralmente são vermelhos brilhantes (muitas vezes sendo arterial, embora ainda sejam referidos como veias), mas podem ser mais escuros, tendendo para roxo ou azul. Quando mais escuros, eles tendem a ser maiores e ligeiramente mais profundos. Podem ocorrer individualmente, em pequenos grupos (Figura 1), ou podem ocorrer em grandes manchas (Figura 2).
Nas maçãs do rosto, tais manchas vermelhas mostrando um grande número de vasinhos podem indicar danos solares. Isso é diferente de uma “vermelhidão difusa” conhecida como rosacea. Muitos pacientes apresentam queixas de telangiectasia ao redor do nariz. Estes podem ser individuais ou em pequenos grupos. Eles ocorrem frequentemente ao redor da asa nasal, na entrada da narina, ou podem estar no próprio nariz. Quando há um grande número de telangiectasia na ponta do nariz, o nariz pode parecer particularmente vermelho. Este vermelidão é frequentemente associado ao consumo ecxessivo de álcool e muitas pessoas ficam muito envergonhadas com isso. Claro, o álcool pode ser a causa em alguns pacientes, mas em um grande número de pacientes não é.

Áreas periorbitais
Muitos pacientes reclamam de veias reticulares ou salientes nas áreas periorbitais. Geralmente embaixo do olho embaixo e na lateral ao olho (Figura 3). Elas podem ser azuis / verdes e não levantados ou podem ser abaulados. Muitas vezes são os dois. Quando presentes, podem aparecer isoladamente, ou podem ser bilaterais. Comumente, eles também estão associados com veias na área do tempora e muitas vezes podem ser vistos como continuações das mesmas veias (Figura 5).

Tempora (parte lateral da testa)
Tem aumentado a quantidade de clientes com veias na tempora. Estas veias tem semelhança de uma árvore, com uma veia principal que se espalha em outras. Estas veias vão em direção a uma única veia no canto lateral do olho, pois o sangue está drenando do couro cabeludo para esta veia. É de grande importância quando pensamos no tratamento, pois vale lembrar que o sangue está fluindo por essas veias em direção à órbita, que podem ir para a veia facial, mas também podem drenar em veias dentro do cérebro no seio sagital. Uma trombose sagital, embora rara, é um desastre e por isso, escleroterapia não dever ser uma opção. As veias que estão perto da linha do cabelo são geralmente verdes / azuis e não muito saltadas.

Testa
Veias da testa são quase sempre grandes, retas, consideravelmente abauladas. Elas correm sob a derme e por isso nenhuma cor é visível. Geralmente são únicas, correndo da linha do cabelo para um lugar entre as sobrancelhas. Particularmente incomodam mais as mulheres, principalmente quando tiram fotos, sendo proeminente no calor e quando pacientes estão sorrindo, causando sombras na testa.
Opcões de Tratamento

As opções de tratamento para veias faciais quase sempre podem ser selecionadas apenas a partir da avaliação visual. Ao pensar em possíveis opções de tratamento, a seleção do tratamento adequado se resume à cor, tamanho e profundidade da veia alvo com uma pequena consideração quanto ao local uma vez que os outros fatores foram levados em conta.
Ao contrário da pele da perna, a pele do rosto é constantemente exposta a radiação ultravioleta do sol e é, portanto, muito resistente a danos térmicos. Como tal, laser transdérmico pode ser usado diretamente para tratar veias faciais com baixa chances de causar queimaduras na pele.

Escleroterapia
Escleroterapia é amplamente usada para tratar veias pequenas nas pernas e corpo, porém em veias faciais, seu uso é controverso, pois uma injeção inadvertida arteriolas pode levar à necrose da pele ou, muito raramente, cegueira em um olho [3]. Como há outras técnicas para tratar todos tipos de veias faciais, que não envolvem os riscos da escleroterapia, não se justifica o uso de escleroterapia para veias da face. Embora as complicações sejam raras, quando eles ocorrem eles podem ser severas [5].

Luz pulsada intensa (IPL)
A luz pulsada produzem rajadas muito concentradas e bem controladas de luz branca em pulsos. Esta luz branca também inclui alguns comprimentos de onda infravermelhos e ultravioletas, variando de cerca de 400nm até 1200nm [7]. Pode ser escolhido filtros que estreitam esta escala de luz para atingir especificamente os vasinhos que possuem comprimentos de onda de luz ao redor de 500nm. Como os picos de absorção de oxihemoglobina (predominantemente encontrada em veias vermelhas) e hemoglobina desoxigenada (predominantemente encontrada em veias azuis) são de 418nm e 542nm, respectivamente, este é ideal para telangiectasia facial. Existe uma luz pulsada específica chamada Dye VL, que já vem de fábrica exatamente com estes filtros tornando o tratamento mais eficiente e seguro. Assim, o IPL é ideal para grandes áreas como telangiectasia difusa ou rosacea.

Laser Transdérmico
LASER é um acrônimo para amplificação de luz pela emissão estimulada de radiação. Ao contrário do IPL, que usa luz branca e seleciona faixas de comprimentos de onda usando filtros, o LASER produz luz apenas de um comprimento de onda. Isso é chamado de luz “monocromática”. Além disso, todos os fótons (raios individuais de luz) em um laser estão precisamente alinhados. Isso é chamado de luz coerente. Quando os fótons de luz estão todos alinhados uns com os outros, eles podem carregar uma tremenda quantidade de energia. Como um laser produz um comprimento de onda preciso, o laser apropriado pode ser escolhido para atingir qualquer pigmento específico, como oxihemoglobina ou hemoglobina. Quando tal pigmento é alvo de laser, é chamado de “cromóforo”. Os cromóforos absorvem ou refletem diferentes comprimentos de onda de luz. Quando absorve energia suficiente, este pigmento aquece e se rompe.
Portanto, para lesões vasculares no rosto, é utilizado um comprimento de onda que é facilmente absorvido por oxihemoglobina ou hemoglobina desoxigenada. O principal LASER utilizado para atingir os vasos da face é o ND:YAG (1064nm), embora outros lasers também possam ser usados. Aquece a hemoglobina, fazendo com que o calor seja passado para a parede da veia e destruindo a veia. O ND:YAG, que tem um comprimento de onda grande, portanto penetra mais na pele, sendo mais utilizados para veias pouco mais profundas.

Diferentes potências podem ser usadas e essa variabilidade torna o laser uma ferramenta muito flexível para usar, embora precise de uma experiência considerável para dominar. Portanto, com acesso a lasers de diferentes comprimentos de onda e diferentes tamanhos e potências de manchas, telangiectasias e veias reticulares podem ser tratados na maioria dos casos.

Como regra geral, se a veia tem cor e não é grande e saliente, então o laser geralmente pode ser usado. Além disso, como a pele do rosto está sempre exposta à luz solar, é bastante resistente à queimaduras.

Flebectomia
A flebectomia das veias faciais é tecnicamente difícil e requer uma prática considerável. Esta técnica é muito útil para veias maiores, particularmente nas regiões periorbital, temporal e testa. Em particular, as veias no centro da testa são muitas vezes muito grandes, subdérmicas, e, portanto, não mostram cor. Estes são muito profundos e grandes para IPL ou laser transdérmico.
Neste caso, o Ultrassom com doppler colorido deve ser realizado, verificando se não há fluxo arterial e garantindo que não haja anormalidade associada à veia alvo (Figura 7).

Laser Endovenoso
Técnica nova e atualmente a preferida para o tratamento de veias de grosso calibre localizadas no centro da testa. Realizada em nível ambulatorial com anestesia local e minimamente invasiva. O doppler Ultrassom é utilizado para precisão do tratamento.