A Doença Venosa Crônica afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.  Somente no Brasil, pelo menos quarenta milhões de pessoas sofrem deste problema. Na população adulta, a prevalência de varizes é ao redor de 20%, acometendo preferencialmente as mulheres em 25% e homens em 15%. Casos mais avançados com ulcerações venosas ativas ou cicatrizadas chegam a 2%.

Varizes foram consideradas por muito tempo um problema estético que somente afetavam o bem estar emocional, mas não eram a fonte de incapacidade. No entanto, podem ser uma grande carga financeira aos pacientes e sociedade, sendo frequente causa de desconforto, dor, perda de dias de trabalho, e deterioração da saúde em relação a qualidade de vida. Esta perda de qualidade de vida é substancial e comparável a outras doenças crônicas como artrites, diabetes e doenças cardiovasculares.

O tratamento cirúrgico convencional (stripping) apresenta bons resultados, mas é acompanhada de dor, hematomas, edema , além do risco de complicação na ferida operatória, lesão neurológica, e perda de muitos dias de trabalho. Na busca de diminuir a morbidade e melhorar a recuperação, técnicas minimamente invasivas tem sido desenvolvidas como alternativas a cirurgia nos últimos anos.

Progressos em procedimentos minimamente invasivos, incluindo terapia a LASER (EVLT), radiofrequência, e escleroterapia por microespuma tem transformado a forma que tratamos os pacientes com doença venosa nos dias de hoje.

Tratamento endovenoso a LASER (EVLT) é um dos mais frequentemente usados entre estas novas técnicas. Numerosos comprimentos de onda tem sido usados  para o tratamento. Recentemente, o uso do comprimento de onda de 1470 nm tem se mostrado ser mais eficiente e seguro que outras técnicas. A radiação a laser induz ao aquecimento da parede da veia, que é necessário para causar contração do colágeno e oclusão da veia doente.

A introdução deste novo LASER tem permitido realizar o tratamento sem anestesia intumescente, obtendo excelentes resultados com relação a oclusão da veia e ausência de dor no tratamento, menos hematomas e edema com menos desconforto ao paciente, e retorno mais rápido ao trabalho.